Nunca é cedo - Mimpi Film Fest | Retrato do Mundo

Nunca é cedo – Mimpi Film Fest

22 de novembro de 2014

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Na madrugada de um dia comum, durante aquelas eventuais conversas com a minha amiga Gabi rolou uma papo que foi mais ou menos assim:

 “Emille! Tu viu que abriram as inscrições pro Mimpi?!”

”Não vi……………… Nós vamos fazer um filme!”’

”Como assim? Não temos nada”

“O nome vai ser Nunca é Cedo. Pronto, agora pelo menos temos um nome”

Com esse super throwback até parece irônico chegar a conclusão de que nossas brincadeiras sempre acabem assim, virando algo sério e nos levando a novas oportunidades, histórias e amigos.

Naquela mesma noite eu já me sentia pseudo preparada pra pegar a minha câmera e começar a filmar, afinal, foi da minha boca que havia saído essa história de que nunca é cedo pra tentar algo novo. Quando ela me disse que teríamos apenas 3 semanas a brincadeira tomou forma de desafio, e eu, como uma autêntica aquariana apaixonada por mistérios e desafios, mesmo já ciente de algumas futuras dificuldades, encarei tudo de forma muito (muito) mais interessante.

Depois daquilo, tardes se passaram no café do Rafa a procura de idéias e soluções para que nossa brincadeira fosse organizada e nossa mensagem ficasse simples e clara, de forma com que nós pudéssemos contar apenas com aqueles recursos que temos: Duas Canons, algumas objetivas, Adobe Premiere, asfalto, skatepark, polegares opositores, telencéfalo desenvolvido e algum menino que topasse nos ajudar (Arthur e Rodrigo).

As coisas foram acontecendo dentro do pouco tempo que tinhamos, e lendo o nosso pseudo roteiro, minha mãe me emocionou ao dizer que apesar do curta ser representado através do skate, que a nossa mensagem falava muito sobre mim, eu tive que concordar.

Para as coisas mais importantes da vida, nunca é tarde. A falta de experiência não é um problema quando se tem força de vontade de se sabe onde quer chegar. Nós não precisamos da sorte de ter nascido um gênio ou em uma cidade grande quando se tem persistência e se corre atras dos seusobjetivos.”

Thats enough! Três semanas, vinte e um dias,  quinhentos e quatro horas. Nós fomos lá, e fizemos!

Quando chegou o festival (e nosso filme estava entre os finalistas) nós saimos de Oz Town (lê-se cidade pequena do litoral gaúcho) e fomos até Porto Alegre com uma mochila nas costas e a pretensão de conhecer pelo menos alguém que nos ensinasse a se locomover pela capital, coisa que tutorial nenhum no youtube nos ensinou.

Assim que chegamos no Complex –lugar onde aconteceu os primeiros dias do evento– fomos quase que imetiatamente colocadas em frente a um microfone. ”Faz parte da brincadeira” diz o Thomaz.

As coisas estavam acontecendo tão depressa que não eu já não estava entendendo absolutamente nada. Quando vi um amigo que havia dito que não faltaria aula de cálculo naquela quinta-feira, sentado no bowl com um copo de cereja, digo, cerveja na mão, tive a certeza absoluta de que eu não estava entendendo nada m-e-s-m-o.

Foram 4 abençoados e iluminados dias a base de comida mexicana. Na fila, enquanto esperávamos a nossa janta na Ilha das Flores –onde aconteceu o encerramento do Mimpi–  nós fizemos um amigo que até agora eu não sei o nome mas que nos levou a vários outras figuras.

Nós conhecemos um paulista super gente boa (eai choque!) que me me ensinou várias gírias (e a forma de aplica-las) em poucos minutos. Com ele, mais outros amigos: cachorro magro,  mais cachorro do que magro e o dog magro.

Já deu pra perceber que eu não sei o nome de quase ninguém, mas eles foram sem dúvidas as melhores companhias para aquela noite.

Reencontramos um pessoal que conhecemos no evento de premiação da Vans em São Paulo (Fabiano Rodrigues, Deco e Cesar), fizemos amizade com um homem que usava roupas de halloween e com um cara de Floripa que passou a noite fazendo piada quando descobriu o tamanho da cidade que a gente mora. Segundo ele, nós moramos no meio da Amazônia, somos as únicas da cidade que não falamos Tupi Guarani e o pessoal daqui vai embora da ”noite” as 2 da manhã.

Sempre que eu perguntava onde estava algum dos amigos desse tal paulista a resposta era ”Tá vivendo” e quando foi a vez dele desaparecer, um amigo japinha me sugeriu que quando eu o encontrasse, que eu fosse perguntar ”Estas haciendo una história?”, eu fui.

 Sem dúvidas aquilo era algum tipo de piada interna, o que me fez pensar durante algum tempo em meio ao barulho. Não demorou pra eu perceber que todas aquelas coisas eram o verdadeiro sentido de estar vivendo, e cada momento que colecionamos faz parte de ”una historia que estamos haciendo”.

No caminho de volta pra casa, aquela linha de pensamentos fez total harmonia com uma  frase que o Loïc havia dito no primeiro dia do festival, que ficou por algum tempo em um replay dentro da minha cabeça:  Não se faz história nenhuma sozinho.

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Esse videozinho é a junção de algumas imagens que eu encontrei na minha camera e não queria acabar perdendo, as fotos a baixo, foram feitas na Ilha das Flores com o celular :))))

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Naqueles dias, a mensagem do nosso curta se confirmou: nunca é cedo pra tentar algo novo e desconhecido. Não importa se não temos experiência ou se viemos de uma cidade do meio da Amazônia onde o dialeto predominante é o Tupi Guarani quando sabemos onde queremos chegar, quem queremos ser, com quem queremos estar.

O importante é estar sempre em busca de uma direção, destino não marca hora, a geografia não manda em nós.

E como história nenhuma se cria sozinha, aqui fica a nossa gratidão a todos que nos ajudaram.

Ao Rafa por nos motivar e sempre nos emprestar um cantinho Café, ao Roger, pois sozinha eu não conseguiria ao menos manusear um steadicam, a Paulinha por nos ajudar com Premiere, ao Ciro e a Josi por nos acolher em Porto Alegre e compartilhar algumas risadas durante aquelas noites.

Se quiser assistir o nosso curta, clique AQUI

 

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